VITÓRIA DA CONQUISTA

Metálico

TIPO:

CLASSE:

CLAN:

GRUPO:

SUB-GRUPO:

TIPO PET.:

EST. CHOQUE:

INTERPERISMO:

PAÍS:

ANO:

DESCRIÇÃO:

ACONDRITO

OCTAEDRITO FINO

IVA

BRASIL - BA

2007

Meteorito Metálico Octaedrito Fino IVA.

PETROGRAFIA:

A amostra polida e atacada com nital 2% exibe uma textura de Widmanstätten com lamelas estreitas (largura 0,35mm±0,05) e compridas com relação entre comprimento e largura de aproximadamente 20. As lamelas de kamacita apresentam-se manchadas ao ataque e se apresentam do tipo hachuriada crosshatched devido a choques acima de 130 kbar ou apresentando bandas de Neumann em algumas direções, indicativo de choques inferiores a 130 kbar. Taenita e plessita cobrem aproximadamente 50% da área examinada e são comuns nos tipos duplex, negra e dactiloscópica. Também foram observados campos de plessita com zona transicional da borda para o interior e campos de plessita alterados, possivelmente por recozimentos. Muitas lamelas e campos de plessita, bem como lamelas de taenita e kamacita, apresentam bordas distorcidas, possivelmente em consequência de choques cósmicos. Pequenos corpos vermiculares do fosfeto schreibersita também foram encontrados, aparentemente ligando lamelas de taenita. Descrição obtida nos documentos do Museu Nacional.

GEOQUÍMICA:

Co = 0.41, Ni = 9.4 (ambos em % por peso); Ga = 2.4, As = 13, Ir = 0.84, Au = 2.37 (todos em ppm).

CLASSIFICAÇÃO:

Pelas características descritas, o meteorito é classificado pertencente ao grupo estrutural octaedrito fino (Of). Quimicamente, através das análises por INAA (análise por ativação atômica de nêutrons) para a determinação dos elementos traços presentes, o Vitória da Conquista se enquadra no grupo químico IVA.

CLASSIFICADORES:

M. E. Zucolotto

HISTÓRIA:

O meteorito não apresenta semelhança com nenhum outro meteorito brasileiro, tratando-se certamente de um novo achado. Infelizmente nenhuma informação sobre localidade de origem e data de coleta, nem mesmo o coletor, foram preservadas, o que impossibilita relacionar este exemplar a algum registro histórico. Foi durante as pesquisas dedicadas ao estudo do meteorito Palmas de Monte Alto, o paleontólogo Prof. Douglas Riff e o arquélogo Joaquim Perfeito foram informados pelo Prof. Eduardo Bernarde da existência de um meteorito entre as rochas e minerais da coleção do Laboratório de Geologia da UESB/Vitória da Conquista onde lecionavam. Conseguiram reconhecer o meteorito, contudo não conseguiram descobrir nem onde, nem quando, nem quem achou o meteorito. As análises químicas e estruturais mostram que tratava-se de um novo meteorito brasileiro. Trata-se de um corpo metálico, com peso de 10,5kg e dimensões de 25 X 14 X 13cm. A sua identificação como meteorito ocorreu em Dezembro de 2007. Na ausência de qualquer informação que identifique a procedência precisa do meteorito, foi proposto o epíteto Vitória da Conquista para nomeá-lo em alusão ao município onde foi re-encontrado. Fonte: www.meteorito.com.br

Todas as informações que não possuírem fonte especifica, foram extraídas do Meteoritical Bulletin Database.

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