SOLEDADE

Metálico

TIPO:

CLASSE:

CLAN:

GRUPO:

SUB-GRUPO:

TIPO PET.:

EST. CHOQUE:

INTERPERISMO:

PAÍS:

ANO:

DESCRIÇÃO:

ACONDRITO

OCTAEDRITO GROSSEIRO

IAB

BRASIL - RS

1986

Meteorito Metálico Octaedrito Grosseiro IAB.

PETROGRAFIA:

Após tratamento com solução Nital na superfície polida, o meteorito Soledade exibe estrutura de Widmanstätten com bandas de kamacita com largura variando de 2 a 4 mm. Os primeiros estudos indicam que este meteorito metálico é um octaedrito, com troilita policristalina, cohenita, schreibersita e rabditas como constituintes principais. Não foram encontrados vestígios de silicatos. O ferro está aparecendo em fase cco ligada com níquel. Fonte: Paduani et al. (2005).

GEOQUÍMICA:

Uma análise química indica 6,78% Ni, 0,46% Co, além de vestígios de Cu, Cr, Ga, Ge, As, Sb, W, Re, Ir e Au (Paduani et al., 2005). Valores fornecidos pelo Meteoritical Bulletin Database: 6.7% Ni; 98.5 ppm Ga; 420 ppm Ge.

CLASSIFICAÇÃO:

O meteorito recebeu o nome de Soledade de acordo com as primeiras informações obtidas do meteorito. Trata-se de um siderito octaedrito grosseiro (2-4mm) do grupo IAB.

CLASSIFICADORES:

M. E. Zucolotto e J. T. Wasson

HISTÓRIA:

A notícia da descoberta do Soledade chegou NO Museu Nacional por intermédio do Dr. Hardy Grunewaldt, que após ter escrito alguns artigos sobre os 45 da queda do meteorito de Putinga, publicados nos jornais do alto Taquari, quando foi procurado por um viajante (comerciário) o Sr. Rubem Earth. O viajante informou que a reportagem havia aguçado a curiosidade bem como do pessoal da região, e que em uma viagem a Anta Gorda, havia assistido “uma pedra de ferro”, encontrada nos campos de Soledade, a qual julgavam ser um meteorito, ser submetida a um maçarico de oxiacetileno, a procura de ouro. A massa havia sido também submetida anteriormente a ação do malho, não se partindo. Em outra viagem a Anta Gorda o Sr. Earth informou de que a massa estava depositada na prefeitura de Anta Gorda, aos cuidados do prefeito Aldo Biareli. No fim de semana seguinte o Dr. Hardy Grunewaldt em companhia do Sr Hermínio Cé foram a Anta Gorda, onde o prefeito se mostrou esquivo, informando que a “pedra”, não mais se encontrava na prefeitura, e que a mesma havia sido devolvida ao seu proprietário, se negando a revelar o nome e a residência do mesmo. Contudo, se prontificou de levar pessoalmente a Arroio do Meio, perguntando por fim pela quantia que estaria disposto a pagar. Mas passaram-se meses e o trato não foi cumprido. Após várias tentativas de contato, infrutíferas, finalmente em junho de 1986, o então ex-prefeito, revelou que o meteorito havia sido entregue ao Sr. Demétrio Santos de Passo Fundo, e que o mesmo era proprietário do Frigorífico Costi. O Dr Grunewaldt soube por intermédio da dona Alice, esposa do Sr. Demétrio que se encontrava enfermo, que ele havia comprado o meteorito pensando ser o Putinga, tendo inclusive pago Cr$ 250.000,00 e que o mesmo estava no frigorífico. Ela explicou que ao lerem a reportagem lembraram que na época da queda do Putinga o Sr. Costi era prefeito de Encantado (Putinga era distrito de Encantado) e que ele havia pessoalmente providenciado a remessa de alguns fragmentos ao Jornal Diário de Notícias de Porto Alegre. Eles haviam guardado também alguns fragmentos do Putinga, que se perderam com o tempo. Ele disse que havia enterrado em um poço em uma outra residência e que não sabia mais onde o poço estava. Agora com a notícia resolveram adquirir o meteorito como uma recordação. No dia 29/06/86, o Dr Grunewaldt foi a Passo Fundo examinar a Peça. Verificou se tratar de um siderito, não podendo de forma alguma ser o Putinga, uma vez que este é pétreo. Tentou serrar uma amostra, mas infelizmente a serra se partiu, pediu então que mandassem serrar uma amostra em uma metalúrgica, no entanto, tomando o cuidado de não aquecer o meteorito afim de não danificar a estrutura, só que usaram fogo pois não conseguiram partir. Em julho de 1986 eu fui pessoalmente a residência do Sr. Costi em Passo Fundo, onde fomos muito bem recebidos pelo casal que me deixou retirar amostras. Com muita dificuldade e depois de várias serras quebradas M. E. Zucolotto conseguiu retirar uma pequena amostra da qual as descreveu em sua tese de mestrado. O casal contou toda a história da aquisição do meteorito. Foi pedido a doação para o Museu Nacional, mas eles disseram que a universidade local havia prometido colocar uma placa com o nome dele como doador. A doação foi realizada algum tempo depois com o falecimento do Sr. Costi. Descrição obtida nos documentos do Museu Nacional.

Todas as informações que não possuírem fonte especifica, foram extraídas do Meteoritical Bulletin Database.

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