SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Rochoso

TIPO:

CLASSE:

CLAN:

GRUPO:

SUB-GRUPO:

TIPO PET.:

EST. CHOQUE:

INTERPERISMO:

PAÍS:

ANO:

DESCRIÇÃO:

CONDRITO

ORDINÁRIO

H-L-LL

H

4

BRASIL - SP

1962

Condrito Ordinário Equilibrado H4.

PETROGRAFIA:

O meteorito exibe uma textura condrítica ainda bem evidente com côndrulos apresentando textura interna variada, como barrada, radial e porfirítica. Os côndrulos encontram-se embebidos em uma matriz de granulação fina, consistindo principalmente de material microcristalino, porém com regiões ainda vítreas. Fonte: Gomes & Keil (1980).

GEOQUÍMICA:

Análises óticas e por microssonda eletrônica por Gomes et al. (1978d) fornece os seguintes dados: olivina Fa198.7, piroxênio com baixo Ca (bronzita) Fs16.8 e fase metálica FeNi (kamacita e taenita) como os constituintes principais. Em menor quantidade estão o plagioclásio Ab85.8 An11.9 Or2.3, diopsídio (piroxênio rico em Ca) En50.9 Fs6.6 Wo42.4, troilita e cromita. Fonte: Gomes & Keil (1980).

CLASSIFICAÇÃO:

A textura e mineralogia suportam a classificação do grupo químico H para o meteorito São José do Rio Preto, principalmente os minerais olivina, piroxênio e cromita. Em adição, essa classificação é confirmada através das razões Feº/Ni (9.40), Fe/SiO2 (0.73) e Feº/Fe (0.59), assim como a concentração total de Fe total no meteorito (26,78%) e total de FeNi de 16.64%. A textura condrítica bem desenvolvida, a leve variação composicional ainda encontrada nas olivinas e piroxênios, a presença abundante de grãos microcristalinos nos côndrulos e na matriz (como a presença de algumas regiões vítreas), assim como a ocorrência de piroxênio de baixo Ca geminado sugerem o tipo petrográfico 4 de Van Schmus & Wood (1967) para o meteorito. Fonte: Gomes & Keil (1980).

CLASSIFICADORES:

Não informado pelo Meteoritical Bulletin Database. Um descrição preliminar foi feita por Coutinho & Arid (1963) e depois um estudo mais detalhado sobre o meteorito foi publicado por Gomes & Keil (1977a). Fonte: Gomes et al. (1978d).

HISTÓRIA:

O meteorito caiu no dia 14 de agosto de 1962, por volta das 8:00h a 300m SW da sede da Fazenda Urtiga, que era na época de propriedade do senhor João Bastos e se localiza a cerca de 12 km da cidade de São José do Rio Preto. A queda foi testemunhada por Raimundo Golveia Salgado, que por muito pouco não foi atingido pela queda de “estranho” corpo celeste que caiu a apenas 3 metros dele. A pedra que pesava 927g e caiu produzindo um forte ruído, não provocou nenhuma cratera nem buraco. A pedra foi recuperada entorno de meia hora após a queda e segundo informações ainda mantinha uma temperatura alta, não tendo sido possível inclusive tocá-lo imediatamente. As notícias do acontecimento levaram o Professor Arid ao local da queda e conseguiu que o proprietário da fazenda doasse o meteorito para pesquisa. O meteorito foi estudado primeiramente por Coutinho e Arid, que também estabeleceram que o meteorito viajava de SW-NE. O meteorito ficou exposto no Museu do departamento de Geologia e Paleontologia da Faculdade de Filosofia de São José do Rio Preto e foi levada para a residência do professor quando da época de sua aposentadoria. Descrição obtida nos documentos do Museu Nacional.

Todas as informações que não possuírem fonte especifica, foram extraídas do Meteoritical Bulletin Database.

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