QUIJINGUE

Metálico-Rochoso

TIPO:

CLASSE:

CLAN:

GRUPO:

SUB-GRUPO:

TIPO PET.:

EST. CHOQUE:

INTERPERISMO:

PAÍS:

ANO:

DESCRIÇÃO:

ACONDRITO

PALASITO

PMG

W3

BRASIL - BA

1984

Palasito com teor de Ni na fase metálica entorno de 7.5% em peso, composto principalmente de olivina mais magnesiana na fase silicática. Grau de intemperismo W3.

PETROGRAFIA:

Verificou-se que, de maneira geral, a rocha apresenta uma matriz metálica composta por uma liga de ferro-níquel de cor semelhante ao do inox, com olivinas centimétricas (0,7 até 1,5 cm de extensão), amplamente fragmentadas internamente, amareladas, euédricas a anédricas, predominando as formas arredondadas incrustadas nessa matriz. O estudo da lâmina em microscópio com luz refletida permite a observação: presença de minerais menores e até mesmo um pouco da liga preenchendo as fraturas presentes dos cristais da fase silicática, onde estes, em sua maior parte assumem o formato das fraturas; contatos curvos, por vezes retos, da olivina com a fase metálica, na qual predominam as ligas de Kamacita e Taenita; cristais de olivina bordas escuras de reação; a presença de textura de ex-solução plessítica entre as ligas metálicas, cuja dimensão atinge 0,8 mm de comprimento (sentido E-W). É cabível adicionar que dentro da fase metálica também foram visualizados pequenas inclusões de: mineral branco (schreibesita) com estrutura poligonal bem desenvolvida presente de forma dispersa por toda a matriz, de dimensões milimétricas variadas e, de maneira geral, bem espaçados, ou seja, eles não formam aglomerados , e possuem contato reto por vezes curvo com a matriz metálica em si; cristais de cor escura (cinza) preenchendo “espaços vazios” na liga (cromita), que assumem diversos formatos de anédricos até euédricos. Verifica-se também que estes cristais são milimétricos ocorrendo em diversas porções da matriz, mas estão localizados predominantemente nas extremidades do corpo metálico, e até nas fraturas da fase silicática (o que é diferente do comportamento do mineral branco poligonal). Entre as fases anteriormente discutidas, nota-se a presença de um mineral diferenciado (troilita), de coloração mais escura que o metal e o silicato, geralmente presente entre as fases ou até mesmo entre os cristais de olivina, em geral com contato reto, por vezes mais arredondado. Cabe acrescentar que, mineralogicamente falando, a composição geral do meteorito é: olivina, kamacita, taenita, troilita, schreibersita e cromita. Fonte: Pereira et al. 2017 (27º Simpósio de Geologia do Nordeste).

GEOQUÍMICA:

Olivina, ~ 70 vol%; Teor de Ni na liga metálica FeNi, 7,5% em peso.

CLASSIFICAÇÃO:

Palasito com teor de Ni na fase metálica entorno de 7.5% em peso, composto principalmente de olivina mais magnesiana na fase silicática. Grau de intemperismo W3.

CLASSIFICADORES:

Wasson J. T. e Zucolotto M. E.

HISTÓRIA:

Uma única massa pesando 59 kg foi trazida ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT - em Dezembro de 1998. Foi dito que ela foi descoberta a cerca de 35 a 40 anos antes pelo Sr. Atanásio Cosmo Soares (já falecido) enquanto fazia buracos para por uma cerca em torno da sua propriedade, o sítio Quijingue, próximo a cidade de Quijingue, na Bahia (10º45' S, 39º13' W). A pedra estava intemperizada e coberta por buracos que delimitavam antigos lugares ocupados por olivinas. Uma pequena parte da superfície havia sido martelada pelo contínuo uso da pedra como bigorna para dar formas a ferramentas da fazenda. A pedra foi cortada em três pedaços no IPT. O maior e o menor foram devolvidos ao dono. O terceiro pedaço foi cortado novamente e alguns desses pedaços foram fatiados e usados para fazer seções delgadas polidas para microscopia óptica e eletrônica. O meteorito Quijingue é considerado o primeiro palasito do Brasil. Fonte: meteoritosbrasil.weebly.com

Todas as informações que não possuírem fonte especifica, foram extraídas do Meteoritical Bulletin Database.

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