PATOS DE MINAS (Hexaedrito)

Metálico

TIPO:

CLASSE:

CLAN:

GRUPO:

SUB-GRUPO:

TIPO PET.:

EST. CHOQUE:

INTERPERISMO:

PAÍS:

ANO:

DESCRIÇÃO:

ACONDRITO

HEXAEDRITO

IIAB

BRASIL - MG

1925

Meteorito Metálico Hexaedrito IIAB

PETROGRAFIA:

Patos de Minas é um hexaedrito normal com bandas de Neumann estendendo-se por toda a seção. Na maioria dos lugares, o bandas atingem a superfície corroída; mas em curtos comprimentos de 1-2 cm, restos irregulares de 0,5-1 mm de largura de uma zona afetada pelo calor alfa-2 ainda podem ser reconhecidos. Esta observação é uma prova inequívoca de que o meteorito perdeu cerca de 1-2 mm de seu exterior por intemperismo. Está fora de questão, sob as condições climáticas dadas, que essa perda pode ter ocorrido entre sua "queda" em 1925 e 1958 quando a massa foi relatada na literatura científica. Portanto, Patos já tinha uma idade terrestre significativa quando foi descoberto em 1925. A seção gravada mostra as manchas irregulares usuais de alternando kamacita clara e gelada. Nas áreas claras, as rhabditas são bastante grandes (prismas com seção transversal de 5 a 30 µm), e as bandas de Neumann são amplas, 5-10 µm. Schreibersita propriamente dita não foi observada. O teor de fósforo é estimado em cerca de 0,2%. Troilita é bastante comum como nódulos angulares de 1 a 10 mm e, nestas, ocorrem barras azuladas de daubréelita com 0,5-1 mm de largura. Os sulfetos são pouco danificados e aparentemente monocristalinos. Fonte: Buchwald (1975).

GEOQUÍMICA:

Guimarães (1958) relatou uma análise, que embora insuficiente, indica a natureza hexaédrica do meteorito (5,29% Ni, 0,07% Co, 0,06% P). Fonte: Buchwald (1975).

CLASSIFICAÇÃO:

Patos de Minas é um hexaedrito um tanto desgastado, aparentemente relacionado a hexahedritos conhecidos como Boguslavka e Edmonton (Canadá). Deve também ser comparado a Pirapora, outro hexaedrito de Minas Gerais, a fim de excluir a possibilidade de Patos e Pirapora se tratar da mesma queda. A chance é muito pequena, pois Patos exibe troilita monocristalina, enquanto Pirapora tem troilite derretida pelo choque. Fonte: Buchwald (1975).

CLASSIFICADORES:

Não informado pelo Meteoritical Bulletin Database. Segundo documentos de M. E. Zucolotto e Buchwald (1975), foi Djalma Guimarães (1958) quem fez a primeira descrição.

HISTÓRIA:

Um meteorito metálico de 32 kg de forma semi-prismática com 30 cm de comprimento por 21 x 12 cm na parte mais espessa, chegou ao Instituto Tecnológico de belo Horizonte como tendo sido produto de uma queda recente as margens do Córrego do Areado em Patos de Minas, Minas Gerais. Sendo então descrito por Djalma Guimarães (1958) que fez uma descrição preliminar tendo dado o nome Córrego do Areado indicando o local da queda. Contudo o meteorito embora ainda apresente alguns sulcos devido a passagem atmosférica, regmaglitos, não apresenta sinais da crosta de fusão nem mesmo da área afetada pelo calor sendo indicativos de que o meteorito tenha caído a muito tempo e que uma boa parte de sua superfície tenha sido removida pelo intemperismo. Em 1975 Buchwald considerando que o local do achado e não queda não estava precisamente localizado, estabeleceu o nome do meteorito como sendo Patos de Minas. Contudo, antes de 1880, uma massa de cerca de 36 kg tendo o aspecto de uma lupa tirada das pequenas forjas, ou seja, mais ou menos com a mesma descrição de formato e dimensões, foi encontrada na Villa de Areado, situada a algumas léguas da Villa do Carmo do Paranaíba, em Minas Gerais. Esta massa se encontrava em poder do padre José de Moraes, mas entretanto não foi reconhecida como meteorito por Derby por não apresentar as estrutura de Widmanstätten e por apresentar um teor menor de níquel do que costuma conter os meteoritos. Contudo, o meteorito de Patos de Minas é classificado como um hexaedrito exatamente por ser mais pobre em níquel e não apresentar a estrutura típica dos meteoritos do tipo octaedritos. Assim sendo, acredita-se que pelas proximidades de peso, formato e região do achado, o meteorito Patos de Minas após ser descredenciado por Derby tenha permanecido semi-esquecido na região até novamente ser apresentado como tendo sido visto cair. Descrição obtida dos documentos do Museu Nacional.

Todas as informações que não possuírem fonte especifica, foram extraídas do Meteoritical Bulletin Database.

Todas as imagens possuem direitos autorais.

ENTRE EM CONTATO

whatsapp

+55 (21) 98899-7596

© 2019 Aimeteorites.