PARAMBU

Rochoso

TIPO:

CLASSE:

CLAN:

GRUPO:

SUB-GRUPO:

TIPO PET.:

EST. CHOQUE:

INTERPERISMO:

PAÍS:

ANO:

DESCRIÇÃO:

CONDRITO

ORDINÁRIO

H-L-LL

LL

5

-

-

BRASIL - CE

1967

De acordo com a mineralogia e descrição petrológica, Parambu é um condrito ordinário LL5, caracterizado por apresentar uma estrutura brechada polimítica avançada.

PETROGRAFIA:

A principal característica do meteorito Parambu é sua textura brechada. A rocha consiste de uma matriz fina com variação de tamanho de grãos, que contém côndrulo definidos com textura variada (barrada, radial, porfirítico e outros). A maior parte da matriz contém fragmentos de clastos, que são variados em tamanho, coloração, formato e textura. Alguns são escuros, pela disseminação das fases opacas, como FeNi e troilitas. Outros fragmentos são claros devido à elevada recristalização dos plagioclásios. A textura é típica de brecha do tipo regolito, com clastos variando em formato de angular à arredondados. De acordo com Levi-Donati e Sighinolfi (1974), a porção lítica representa 91.5% do meteorito e os opacos correspondem à 8.5%. Fonte: Gomes & Keil (1980).

GEOQUÍMICA:

O meteorito consiste basicamente de olivina, piroxênio ortorrômbico e monoclínico, FeNi e troilita. Plagioclásio e cromita são os constituintes em menor quantidade. Possui em quantidades raras grãos de maskelinita, whitlockita, ilmenita e petlandita. Levi-Donati & Sighinolfi (1974) listou valores de Fa27-28, Fs22-23 e An10 através de índices de refração. A composição para piroxênio rico em Ca e plagioclásio são, respectivamente, En46.4 Fs10.6 Wo43.0 e Ab80.2 An10.6 Or9.3. Fonte: Gomes & Keil (1980). Análise química por via úmida forneceu os seguintes resultados em % por peso: Si 19,07, Mg 14,66, Fe (total) 18,95, Al1,12, Ca 1,45, Na 0,757, K 0,091, Mn 0,257, Ni 0,87, Co 0,068, S 2,23. O teor total de ferro de 18,95% é menor do que em condritos normais do grupo L e especialmente o ferro metálico é muito baixo. Encontrou-se apenas 0,5% de ferro metálico no conjunto meteorito. A proporção de ferro total para sílica é de 0,46, a do ferro metálico para o ferro total é 0,025 e o da sílica ao óxido de magnésio é 1,68. Essas razões vão de acordo com as razões dadas por Van Schumus & Wood para o grupo LL dos condritos. A análise dos elementos pesados deu os seguintes resultados em ppb: W 110, Re 48, Os 620, Ir 360, Pt 740, Au 140. As abundâncias desses elementos em Parambu são consideravelmente menores do que suas abundâncias em Mocs (L6) e Holbrook (L6). Isso também apoia a classificação de Parambu para ser um condrito LL.

CLASSIFICAÇÃO:

De acordo com a mineralogia e descrição petrológica, Parambu é um condrito ordinário LL5, caracterizado por apresentar uma estrutura brechada genomítica avançada. O Parambu é uma brecha formada no regolito do seu corpo parental, com componentes rochosos equilibrados e não-equilibrados do grupo LL, que mecanicamente se misturou no meteorito. Fonte: Gomes & Keil (1980).

CLASSIFICADORES:

A. Barreto, Z. Fonseca de Mello, G. R. Levi-Donati e G. P. Sighinolfi (1973. The Meteorite Shower of Parambu, Ceara State, Brazil: Mineralogy and Petrology (Abstract). Meteoritics 8, 324. M.) e Shima, G. P. Sighinolfi, K. P. Jochum e H. Hintenberger. (1973. The Parambu Meteorite: Bulk Chemistry and Heavy Trace Metals by Spark Mass Spectroscopy (Abstract). Meteoritics 8, 440-441).

HISTÓRIA:

Uma chuva de meteoritos caiu em 24 de julho de 1967 por volta das 17.30h na fazenda Novo Exú. Um bólido foi avistado viajando de SW para NE seguido por um barulho de trovão que durou alguns segundos e que culminou com uma grande detonação. O prof. A. Barreto estava fazendo pesquisa de rutilo em Independência quando assistiu a passagem do bólido. No dia seguinte, se dirigiu para a área em que havia calculado ter caído o meteorito, mas as buscas foram infrutíferas. Posteriormente foi informado de que havia caído nas proximidades de Parambu. No final de semana juntou uns 30 homens que trabalhavam para ele e conseguiu recuperar 14 amostras perfazendo aproximadamente 1,5 kg de meteorito. Doou cerca de 100g para Moacyr Vasconcelos do DNPM e o fragmento maior de aproximadamente 450 g ficou com o Sr. Horácio, proprietário da fazenda. Uma amostra de aproximadamente 300 g foi para a SUDENE e para o museu das Rochas, que estaria em Juazeirinho. Outros relatos indicam que mais de 27 espécimes foram recuperadas, a maior pesando 594,6 g. Descrição obtida nos documentos do Museu Nacional.

Todas as informações que não possuírem fonte especifica, foram extraídas do Meteoritical Bulletin Database.

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