IPIRANGA

Rochoso

TIPO:

CLASSE:

CLAN:

GRUPO:

SUB-GRUPO:

TIPO PET.:

EST. CHOQUE:

INTERPERISMO:

PAÍS:

ANO:

DESCRIÇÃO:

CONDRITO

ORDINÁRIO

H-L-LL

H

6

S3 ou mais

W0

BRASIL - PR

1972

Condrito Ordinário H6, com evidências de estágio de choque de médio a elevado S3 ou mais e intemperismo W0, pois foi recuperado logo em seguida à queda.

PETROGRAFIA:

O meteorito exibe textura condrítica com côndrulos variando de 0.2 a 2.0mm em diâmetro. Eles têm formato arredondados a alongados e variam consideravelmente em textura interna (barrada, radial, porfirítico e várias granulações). O Ipiranga também exibe claramente evidência de efeito de choque em sua textura, tais como: veios de choque, extinção ondulante, deformação mecânica de clivagem e conjunto de geminações. Fonte: Gomes & Keil (1980).

GEOQUÍMICA:

De acordo com Angelucci & Funiciello (1975) e Gomes et al. (1978c), o meteorito consiste predominantemente de olivina Fa19.0, bronzita Fs16.8 e kamacita-taenita (plessita), com fases menores de troilita e plagioclásio Ab82.8 An12.2 Or5.0 e com cromita como mineral acessório. Angelucci & Funiciello (1975) também reportaram pentlandita e oldhamita como minerais acessórios. Fonte: Gomes & Keil (1980).

CLASSIFICAÇÃO:

Dados químicos e mineralógicos dão suporte a classificação do grupo químico H para o meteorito Ipiranga. O valor da química total também é consistente com o grupo H, como indicado pelas razões dadas, respectivamente por Gomes et al. (1978c) e Angelucci & Funiciello (1975): Fe/SiO2 (0.71; 0.73), Fe°/Fe (0.57; 0.54) e Fe°/Ni (8.91; 8.29) e os conteúdos de ferro total (26.27%; 26.78%) e metal FeNi (16.73%; 16.35%). Fonte: Gomes & Keil (1980). O tipo petrográfico 5 foi dado em Gomes e Keil (1980), porém foi atualizado no Meteoritical Bulletin para o tipo 6.

CLASSIFICADORES:

Foi primeiramente descrito por Cavarretta et al. (1975). Mais detalhes sobre a descrição textural e mineralógica foi dada por Angelucci & Funiciello (1975) e Gomes et al. (1978c). Fonte: Gomes & Keil (1980).

HISTÓRIA:

Um chuva de meteoritos que caiu às 10:30 (7:30 segundo outras fontes) da manhã do dia 27 de dezembro de 1972 na divisa entre o Brasil e o Paraguai, mais precisamente na localidade de São Miguel do Iguaçu, Lajedo do Ipiranga. Muitas pessoas assistiram a passagem de um grande meteoro (bólido) largar rastro de fumaça no céu e cair em direção ao Parque do Iguaçu. Quase toda a população dos municípios vizinhos, Foz do Iguaçu, Medianeira, Capanema, Cascavel, Céu Azul, Guarapuava, Matel e Matelândia percebeu as explosões que chegaram a quebrar algumas vidraças. Uma emissora de rádio local chegou a anunciar a queda de um avião, o boato foi levado por um inspetor de polícia de Capanema. Uma equipe de busca foi formada seguindo noite a dentro sem nada encontrar que confirmasse a queda do avião. Aos poucos foram surgindo os rumores de que pedaços de pedras caíram em vários municípios. Um piloto de taxi aéreo da Ford, que sobrevoava a região disse ter visto a queda do meteorito que era de coloração azulada na frente e vermelho atrás, e que na disparada deixara um rastro de fumaça que permaneceu no ar por uns 15 minutos. As buscas para localizar pedaços do meteorito começaram após o lavrador Robson Machioro informar que “um pedaço do que caiu do céu” estava em sua terra. Foi encontrado um fragmento no meio de um matagal e o mesmo foi levado para Foz do Iguaçu, onde um diretor da Rádio Cultura, Milton Forlin, o encaminhou ao chefe do destacamento da FAB, suboficial Luís Carlos de Sousa. Os residentes locais recolheram mais de 30 meteoritos, num total aproximado de 7 kg. Surgiram entretanto, histórias das mais fantasiosas, como a que caira na região um disco voador. Falava-se também em pedaços do Sol, satélites artificiais e até mesmo castigo de Deus. Algumas pessoas evitavam falar sobre o assunto pois ligavam as explosões e tremores de terra a “um sinal dos céus”. Para elas como era “coisa lá de cima” não deviam ser comentadas. Outros não queriam comentar ou procurar o objeto, pois não tendo ideia do que se tratava, tinham receio de se complicar com as autoridades da ditadura militar da época. Os jornais da época publicaram várias notícias sobre o acontecido citando os nomes que aqui apresentamos e fotografias. Contudo não se sabe onde foram parar os mais de 30 fragmentos recolhidos pela população. Segundo o Jornal do Paraná um fragmento de 2,6 Kg foi encontrado dentro de um buraco, uma pequena cratera com borda queimada, e que foi necessário cava 50 centímetros para atingir a pedra. O mesmo jornal cita a existência de um outro buraco ainda maior mas que não deu tempo de irem até o local sendo de se supor que havia lá um fragmento maior ainda. Em maio de 1973 uma expedição italiana do Instituto de Geologiada Universidade de Roma, financiada pela “Academia Nzionale de Linci”da Itália visitou o local, fez levantamento de campo e do local da queda, entrevistou moradores e coletou 12 amostras, as 3 maiores entre 1 e 1,5 kg tendo as levado para a Itália. Descrição obtida em documentos do Museu Nacional.

Todas as informações que não possuírem fonte especifica, foram extraídas do Meteoritical Bulletin Database.

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