CAPÃO DO LEÃO

Rochoso

TIPO:

CLASSE:

CLAN:

GRUPO:

SUB-GRUPO:

TIPO PET.:

EST. CHOQUE:

INTERPERISMO:

PAÍS:

ANO:

DESCRIÇÃO:

CONDRITO

ORDINÁRIO

H-L-LL

H

5

S3/4

W1

BRASIL - RS

2019

Condrito Ordinário Equilibrado L5, levemente intemperizado por oxidação terrestre.

PETROGRAFIA:

Duas seções finas polidas foram examinadas sob OM e EPMA, mostrando côndrulos discerníveis e fragmentos de côndrulos. Os tipos de condrulos incluem BO, RP, PO, POP e GOP. Um côndrulo é totalmente envolvido por uma ampla borda de troilite. Os tamanhos dos côndrulos variam de 0,3 a 1,5 mm, com diâmetro médio de 0,78 mm. Os grãos de clinoenstatita estão presentes nos côndrulos de PP. O plagioclásio ocorre como pequenos grãos, poucos maiores que 50 µm. Muitos grãos de metal apresentam corrosão em plessita escura, a maioria deles com borda de tetrataenita. Linhas neumanas na kamacita estão presentes. A Troilite é policristalina. Olivina e piroxênio mostram mosaico fraco, fraturas planas e extinção ondulatória, sugerindo estágio de choque S3 / 4. Menos de 20% de poucos metais Fe-Ni apresentam oxidação e nenhuma evidência de intemperismo em minerais de silicato indicando grau de intemperismo W1.

GEOQUÍMICA:

Electron microprobe: olivine Fa26.1 ± 0.9 (n=13); low Ca pyroxene Fs20.5±1.1Wo0.98±0.5 (n=9); plagioclase Ab80.4±1.75An10.2±0.60Or9.42±2.0 (n=8). Kamacite Ni=6.79±0.23 wt. %, Co=0.835±0.16 wt. % (n=7).

CLASSIFICAÇÃO:

Condrito Ordinário L5. Intemperismo (W1) e choque moderado (S3/4)

CLASSIFICADORES:

M. E. Zucolotto e A.A. Tosi

HISTÓRIA:

Na noite de 10 de abril de 1999, o motorista da Universidade Federal de Pelotas, Altamir Manuel Gonçalves, pescava às margens do Arroio Padre Doutor, próximo à cidade de Capão do Leão, no estado do Rio Grande do Sul / Brasil. Segundo seu relato, naquele momento houve um clarão no céu e ele sentiu uma forte rajada de vento, seguida do ruído de algo cortando o ar. Altamir recolheu algumas amostras, que não eram meteoritos e, pelas fotos publicadas em algumas notícias, pareciam ser escória. Seguindo essa história do bólido, em 2019, José Maria Monzon, e seu filho Camilo I. Monzon, decidiram fazer um trabalho de campo na região durante os meses de outubro e novembro, durante o qual encontraram cinco amostras, totalizando cerca de 210 g.

Todas as informações que não possuírem fonte especifica, foram extraídas do Meteoritical Bulletin Database.

Todas as imagens possuem direitos autorais.