PIRAPORA

Metálico

TIPO:

CLASSE:

CLAN:

GRUPO:

SUB-GRUPO:

TIPO PET.:

EST. CHOQUE:

INTERPERISMO:

PAÍS:

ANO:

DESCRIÇÃO:

ACONDRITO

HEXAEDRITO

IIAB

BRASIL - MG

1888

Meteorito Metálico Hexaedrito IIAB.

PETROGRAFIA:

A massa principal lembra ligeiramente um prisma triangular com os seguinte diâmetros máximos: 8x7x12 cm. Apesar do intemperismo terrestre ter suavizado as protuberâncias e depressões produzidas por regmaglitos, o meteorito exibe bem ainda, uma marcante diferença entre os seus lados. O lado interno mostra-se côncavo e coberto de regmaglitos com 10 a 15 mm de diâmetro, enquanto que o externo ligeiramente convexo e com menos depressões. Embora estas características não se mostrem tão evidentes como no Cabin Creek, podemos deduzir que este meteorito também manteve uma orientação preferencial durante o voo atmosférico. Essa parte côncava estava voltada para baixo, sofrendo de frente o impacto com as moléculas de ar, enquanto que as partes convexas ficaram atrás. As seções gravadas após ataque químico mostram que Pirapora é um hexaedrito em que as Linhas de Neumann se estendem por toda a superfície, parando abruptamente na zona alfa-2 afetada pelo calor. A troilita ocorre como nódulos e barras. Eles são alterados por eventos de choque para complexos, desgastados e agregados de troilita de grão fino, daubréelita e um pouco de kamacita e schreibersita. Rabditas são comuns e schreibersitas podem ser encontradas parcialmente quebradas no entorno dos nódulos de troilita. Fonte: Buchwald (1975).

GEOQUÍMICA:

Ni 5,45%, Co 0,58%, P 0,30% e traços de S (Ferreira, 1954) e Ni 5,43%, Ga 57,8 ppm, Ge 189 ppm e o Ir 30 ppm (Wasson, 1979). Dados obtidos dos documentos de M. E. Zucolotto.

CLASSIFICAÇÃO:

Estruturalmente o meteorito Pirapora é classificado como um hexaedrito e quimicamente foi determinado ele sendo pertencente ao grupo IIAB. Para mais informações, acessar o link do Handbook of Iron Meteorites http://evols.library.manoa.hawaii.edu/bitstream/handle/10524/35871/vol3-Pim-Pon(LO).pdf#page=8

CLASSIFICADORES:

Não informado pelo Meteoritical Bulletin Database. O meteorito foi descrito por Curvello (1954, 1958) e analisado por Ferreira, na Academia Brasileira de Ciências. Descrição obtida dos documentos de M. E. Zucolotto.

HISTÓRIA:

Pirapora foi encontrado na vizinhanças da cidade de Pirapora, estado de Minas Gerais, em data ignorada. Foi adquirido pelo Instituto de Tecnologia de Belo Horizonte no ano de 1950. Na ocasião, pesava 2,56 kg, já diminuído de seu peso original e com perfurações feitas por broca, possivelmente para coleta de material para análise. Os resultados de tais análises, se é que foram realizados, nunca chegaram ao conhecimento científico. Em 1953, o petrólogo, Dr. Djalma Guimarães, doou o meteorito ao Museu Nacional, RJ. Apesar do grande interesse demonstrado, não se conseguiu obter informações mais detalhadas, referentes às condições em que se deu a descoberta. Foi descrito por Curvello (1954, 1958), com análises de Ferreira, na Academia Brasileira de Ciências. Em 1975, no seu livro "Handbook of Iron meteorites", Buchwald baseado em análises de elementos - traços feitos por Wasson, mostra que existe uma grande semelhança em composição química entre o Pirapora e o siderito Pseudo Angra dos Reis, que pesava cerca de 6,175 Kg e fora doado ao Papa Leão XIII, 1888, sem informações precisas de sua procedência, mas apenas com a etiqueta Angra dos Reis. A confusão aumentou quando, por descuido, acrescentaram a data da queda do famoso acondrito de Angra dos Reis. Buchwald acredita que ambos os sideritos possam pertencer à mesma queda. Descrição obtida dos documentos de M. E. Zucolotto.

Todas as informações que não possuírem fonte especifica, foram extraídas do Meteoritical Bulletin Database.

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