PARAUAPEBAS

Rochoso

TIPO:

CLASSE:

CLAN:

GRUPO:

SUB-GRUPO:

TIPO PET.:

EST. CHOQUE:

INTERPERISMO:

PAÍS:

ANO:

DESCRIÇÃO:

CONDRITO

ORDINÁRIO

H-L-LL

H

4/5

S4

W0

BRASIL - SP

2013

É uma brecha genômica com os clastos e matriz do mesmo grupo composicional, mas diferentes tipos petrológicos, H4-5, S4, W0

PETROGRAFIA:

Secções finas polidas foram examinadas por MEV / EDS e microssonda electrônica. Existem alguns veios de fusão induzidas por choque, uma mais ampla cruzando toda a seção fina. Olivina, orto e clinopiroxênio foram observados com abundante Fe-Ni-metal e sulfeto. Mineralogia dominada por forsterita, enstatita, ferro, troilita e tetrataenita. Albita, cromita, diopsidio, augita, pigeonita, taenita e merrillita são componentes menores. Texturalmente há pelo menos duas litologias. Um exibe uma abundância de côndrulos com margens bem definidas e nenhum plagioclásio visível, consistente com condritos tipo 4 petrológicos. A outra litologia exibe cÔndrulos com contornos que se borram na massa como evidência de uma crescente recristalização. Em pelo menos um clasto, um pequeno plagioclásio de cerca de 20 µm confirmou uma litologia do tipo 5. A presença de veios de choque e grandes olivinas com extinção ondulatória, fraturas e alguns fracamente mosaicismo inferem um estado de choque S4

GEOQUÍMICA:

A análise por microssonda evidencia: Tipo 4 - olivinas (Fa19.3 ± 0.4, PMD = 2.22, n = 30); piroxênios de baixo Ca (Fs17,3 0,9 0,9,9, PMD = 9,16, n = 23); piroxênios com alto teor de Ca (Fs10,4 ± 2,6; Wo28,3 ± 11,5, PMD 29,2, n = 12). Tipo 5 - olivinas (Fa18,9 ± 0,4 PMD = 1,96, n = 45); piroxênios de baixo Ca (Fs16.9 0,6 Wo1.6 0.9, PMD = 5.44, n = 19); piroxênios ricos em Ca (Fs15.1 ± 2,5, Wo16,0 ± 2,5, PMD 22,7 n = 7). Metal: ferro (Ni = 6,15 ± 0,32% em peso, Co = 0,42 ± 0,02% em peso, n = 9), tetrataenita (Ni = 52,9 ± 2,3% em peso, Co = 0,09 ± 0,08% em peso, n = 3 ), taenita (Ni = 37,1% em peso, Co = 0,12% em peso, n = 1), troilite (Ni = 0,11 ± 0,11% em peso, n = 9) e cromita (Cr / (Cr + Al) = 0,928 ± 0,003, n = 3). A catodoluminescência também dá resultados comparáveis à brecha H4-5. (D. Atencio, D. Cunha, A.L. R. Moutinho, Laboratório de Microscopia Eletrônica / IGc / USP) A análise SEM / EDS produz: olivinas (Fa19.6 ± 1.1, PMD = 9.9, n = 6); piroxênios com baixo teor de Ca (Fs16,6 0,7-3 O0,0 0,0, PMD = 3,43, n = 15). plagioclásio (Ab83,0 ± 2,0An12,2 ± 1,3Or4,8 ± 0,8, n = 5). Metal: tetrataenita (Ni = 49,16 ± 2,75% em peso, n = 3), troilita (Fe = 61,49 ± 1,66% em peso, S = 37,46 ± 1,02% em peso, n = 10) e cromita (Cr / (Cr + Al) = 0,85, n = 2)

CLASSIFICAÇÃO:

É uma brecha genômica com os clastos e matriz do mesmo grupo composicional, mas diferentes tipos petrológicos, H4-5, S4, W0

CLASSIFICADORES:

M.E. Zucolotto, A. Tosi, MNRJ/UFRJ; D. Atencio, D. Cunha e A. Moutinho, IGc/USP

HISTÓRIA:

No dia 9 de dezembro de 2013, por volta das 19 horas na hora local, um meteorito caiu na cidade de Parauapebas, localizada na parte leste do estado do Pará, Brasil. Uma testemunha relatou ter visto o bólido viajando da direção NE para SW. Uma pedra atingiu o telhado de uma casa com um barulho alto que foi ouvido pela moradora Maria. Ela afirma que um fragmento de meteorito atingiu e machucou seu ombro direito, mas seu filho disse que ela foi atingida apenas por detritos do telhado. Seu filho, I. S. Lima, recolheu a pedra no telhado. A pedra quebrou em duas partes durante o impacto. Um pedaço está perdido, mas os outros 62 gramas restantes foram guardados pela Sra. Maria por alguns anos e depois doados ao Instituto de Geociências da USP. Outra massa orientada de 210,3 g foi vista cair por outros moradores da cidade enquanto eles estavam na frente de sua casa. Meire C. Rosa, seu marido Paulo T. Nunes, sua mãe Rosa C. Santos e seus vizinhos ouviram um trovão alto e um barulho quando a pedra penetrou na viga de madeira de sua casa, atingindo o chão. Meire imediatamente recolheu a pedra e notou que ainda estava quente. No início de 2018, ela entrou em contato com André L.R. Moutinho, que já fazia parte da equipe de classificação do fragmento de 62 g. A pedra de 210,3 g foi adquirida por André L. R. Moutinho. (D. Cunha, D. Atencio, A.L.R. Moutinho).

Todas as informações que não possuírem fonte especifica, foram extraídas do Meteoritical Bulletin Database.

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